O que sustenta o motor das organizações modernas quando os sistemas falham ou os talentos partem? Muito além de códigos, infraestruturas físicas ou balanços trimestrais, a verdadeira força motriz de uma instituição reside no que é invisível: o conhecimento tácito que orienta decisões críticas, interpreta riscos regulatórios e transforma anos de experiência em ação imediata. Este património intelectual raramente figura em relatórios oficiais. Ele vive na prática quotidiana de profissionais seniores, nas heurísticas que guiam escolhas complexas e nos modelos mentais que permitem decifrar cenários em constante mutação. No entanto, quando este saber permanece confinado a indivíduos, a organização torna-se refém de uma dependência silenciosa — uma fragilidade estrutural que, muitas vezes, só se revela quando o especialista sai de cena. Em O Capital Invisível das Organizações , Renê Palhano Faller propõe uma mudança de paradigma. Cruzando domínios como o marketing promocional, a economia comportamental e a ciência de dados, o autor explora como o conhecimento, a governação e a tecnologia se entrelaçam para formar a infraestrutura cognitiva necessária às instituições do futuro. Mais do que um manifesto sobre inovação tecnológica, esta obra é um guia para um desafio fundamental: como externalizar o brilho individual e transformá-lo em inteligência institucional capaz de sustentar a aprendizagem e a vantagem estratégica ao longo do tempo. Num mercado saturado de dados, mas carente de sabedoria estruturada, as organizações vencedoras não serão as que adotam mais tecnologia, mas as que aprendem a preservar e multiplicar o seu ativo mais valioso: o conhecimento que fundamenta cada decisão.